LGBTQIA+
O papo nesse post, vai causar.
Então vamos ver se consigo destrinchar e deixar a coisa bem clara.
Primeiro, o meio é acolhedor e serve para qualquer pessoa.
Independente de gênero, estrutura corporal, preferências, tamanho, cor, idade adulta, obviamente após os 18 anos, e por ai vai.
Meu questionamento aqui não vem trazer uma reflexão no sentido de invalidar ninguém, nenhuma luta ou forma de expressão.
Meu questionamento aqui é sobre o BDSM estar ou não dentro da sigla LGBTQIA+ e toda esfera de letras que, a cada ano, ampliam mais este conceito em busca de um reconhecimento legítimo perante a sociedade.
Vamos ao meu entendimento sobre o kink, que esta, agora, graças a alguns estudiosos, caindo nas graças dessa sigla.
O kink nada mais é do que fetichista, ou seja, a pessoa que esta aberta ao seus fetiches. Que entende que seus fetiches são coisas normais e que, desde que praticadas com responsabilidade e segurança, tornam sua vida mais prazerosa.
Até aqui tudo nos conformes.
Mas vamos esmiuçar a sigla acima.
Todos a quem essa sigla se refere, fazem parte de uma constante e extremamente válida, luta social.
Todas estas pessoas a quem a sigla se refere, partem do princípio de que, sim, precisam ser reconhecidos enquanto pessoas, enquanto seres humanos com direitos e deveres inerentes a suas escolhas, e que principalmente, tenham respeitado seu direito de escolher, seja la o que for.
Beleza.
Agora voltemos ao kink.
O kinkster, ou fetichista, não esta engajado nessa luta, ele deseja apenas realizar seus desejos e fetiches.
Inclusive essa é uma discussão ampla que ja tive com varias pessoas sobre o meio, no sentido dele ser ou não uma subcultura.
Pois assim como o fetichista, não se opõe a cultura vigente, tendo apenas a vontade de viver seus desejos e fetiches, ele não se configura enquanto subcultura.
E dentro dos fetichistas, temos mais uma subclasse, os praticantes de BDSM.
Eles reinvidicam algo?
Não vejo.
Eles apenas querem praticar, realizar suas sessões e continuar sua vida, sem necessariamente serem ouvidos pela sociedade em geral.
Pelo menos eu não vejo essa intenção em grande parte dos praticantes.
A ideia é desmistificar o meio e mostrar que o BDSM não é abuso, e nem oba oba, é coisa séria.
Ponto.
Ha Stavale, então alguem da comunidade LGBTQIA+ não pode ser praticante?
Claro que pode.
Meu texto não diz isso, ele diz que qualquer um pode ser praticante de BDSM, mas não acho correto inserir o BDSM dentro desta sigla.
É disso que falo.
Não temos nem um terço das vontades e necessidades da galera da comunidade LGBTQIA+.
Não chegamos bem perto.
E é por isso que, na minha visão, é um desrespeito para com toda a luta e todo o posicionamento deles, colocar o BDSM ai nessa sigla.
Acredito que nem temos esse direito.
Não agora.
Não nesse país.
Espero ter ajudado.
Beijos e abraços.
Dom Stavale.
#domstavale